Se você trabalha com RH ou lidera equipes, provavelmente a NR-01 já cruzou teu caminho algumas vezes nos últimos meses. Em reuniões. Em eventos. Em conversas atravessadas com o jurídico. E quase sempre com a mesma sensação: “isso é importante, mas depois a gente vê”.
O ponto é que o prazo está cada vez mais perto.
A NR-01 entra oficialmente em vigor em 25 de maio de 2026, e diferente do que muita gente ainda acredita, ela não trata apenas de documentos, laudos ou burocracia. Ela muda a forma como as empresas precisam olhar, monitorar e agir sobre saúde mental no trabalho .
E é aqui que muita empresa corre risco sem perceber.
A NR-01 estabelece que riscos psicossociais passam a fazer parte do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Ou seja: sobrecarga, conflitos interpessoais, assédio, falta de autonomia, insegurança psicológica e desigualdade deixam de ser “temas subjetivos” e passam a ser riscos que precisam ser identificados, acompanhados e mitigados .
Na prática, isso significa uma coisa simples e desconfortável: não basta mais dizer que a empresa “se preocupa com pessoas”. Vai precisar provar.
Aqui vem um dos maiores equívocos: achar que se adequar à NR-01 é resolver isso com uma palestra pontual, uma ação isolada no Setembro Amarelo ou um comunicado bonito no LinkedIn.
Adequação à NR-01 exige processo. Exige método, escuta estruturada, dados, plano de ação e, principalmente, liderança preparada para sustentar o que aparece quando se começa a olhar de verdade para o ambiente de trabalho.
Quando falamos em riscos psicossociais, estamos falando de coisas muito concretas, que aparecem todos os dias:
✶ Sobrecarga de trabalho que ultrapassa o limite humano.
✶ Conflitos constantes entre liderança e equipe.
✶ Ambientes onde não existe espaço seguro para falar.
✶ Assédio moral normalizado como “estilo de gestão”.
✶ Desigualdades que geram medo, silêncio e adoecimento.
A NR-01 exige que a empresa saiba quem está exposto, por quê, em quais condições e o que será feito para reduzir esses riscos: com ações registradas, monitoradas e revisadas ao longo do tempo .
E aqui entra um ponto central que a Estalo defende há anos: não existe adequação sem liderança preparada. Líderes são parte do risco e parte da solução.
São eles que distribuem demandas, conduzem conversas difíceis, dão (ou não) feedback, acolhem (ou não) sinais de sofrimento e criam o clima psicológico do time. Por isso, preparar lideranças para a NR-01 não é opcional: é estrutural .
Então, como começar a se adequar de forma responsável, sem pânico e sem improviso?
O caminho é mais claro do que parece:
Primeiro, diagnóstico de verdade. Sem achismo ou percepção subjetiva. Ferramentas que mapeiam riscos psicossociais de forma estruturada, considerando o contexto da empresa, o tipo de trabalho e o perfil das equipes.
Depois, leitura de dados e definição de prioridades. Nem tudo se resolve ao mesmo tempo, mas tudo precisa ser reconhecido.
Em seguida, plano de ação consistente, com ações educativas, preventivas e estruturais: sensibilizações, programas contínuos, espaços de escuta, revisão de práticas de liderança e acompanhamento ao longo do tempo.
E por fim, monitoramento contínuo. Porque saúde mental não é estado fixo. É dinâmica. E a NR-01 deixa isso muito claro.
Aqui na Estalo, a gente tem acompanhado empresas que decidiram não esperar 2026 chegar para correr atrás. E todas elas têm algo em comum: entenderam que cuidar da saúde mental no trabalho não é só cumprir a lei, é construir um ambiente mais sustentável, produtivo e humano.
A NR-01 não veio para “complicar o RH”.
Ela veio para colocar no papel aquilo que, há muito tempo, já impacta pessoas e resultados.
O estalo que fica é simples: Quem começar agora, vai chegar em maio tranquilo. Quem deixar para depois, vai chegar com urgência.
Se fizer sentido para a tua realidade entender por onde começar, como estruturar esse caminho e preparar lideranças para esse novo cenário, a Estalo pode caminhar junto.
